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Ardras, minas e jejes, ou escravos de “primeira reputação”: políticas africanas, tráfico negreiro e identidade étnica na Bahia do século XVIII

Carlos da Silva Jr.

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Resumo


Em 1715, um viajante francês comentou que Salvador parecia uma “nova Guiné”, devido à diversidade de origem dos escravos. Malgrado essa diversidade, Salvador guardava uma alta concentração de africanos escravizados que compartilhavam origens similares. Estes escravos vinham principalmente do golfo do Benim, a segunda maior região escravista na África. O artigo visa discutir a presença dos falantes das línguas gbè (ardras, minas e jejes, principalmente) na Bahia durante o século XVIII. O trabalho de Luís Nicolau Parés, A formação do Candomblé, ilumina a presença de africanos da área gbè na Bahia setecentista. Ainda assim, há a necessidade de investigar as dinâmicas atlânticas que resultaram na deportação de gbè falantes para as Américas à luz de novas fontes. Ao explorar as conexões entre os eventos políticos no golfo do Benim e o tráfico baiano de escravos, o artigo também busca os números e origens dos exportados para a Bahia. Procuro combinar análises quantitativas acerca dos números do tráfico transatlântico de escravos, inventários post mortem e registros de batismo de modo a lançar luz sobre as vidas dos africanos ocidentais na Bahia do século XVIII.

Palavras-chave


Tráfico de escravos – Nações africanas – Gbè-falantes – Bahia – Golfo do Benim – Século XVIII